Dec 27, 2012

Jesu Joy of Man's Desiring - Bach


Intolerance. Or just bad education

Olás;

Antes de mais nada, feliz Natal a quem quer que ainda acompanhe esse blog.

Nesse Natal, um fato curioso, e irritante, me chamou a atenção. Num dia em que as pessoas deveriam, independente das crenças, pensar no significado do feriado (o tal papo da tolerância, respeito e amor ao próximo) eu notei que um grupo fez questão de passar o feriado ofendendo as pessoas.

Sim, estou falando daqueles fanáticos religiosos, os ateus (maiores detalhes aqui).

Muita gente vai dizer que eu estou só implicando com os ateus (como por sinal um dos ateus falou, inclusive usando o argumento típico de quem não tem mais argumentos: "você sabe que está errado, você só está sendo chato") e para evitar isso eu fiz um pequeno levantamento estatístico no meu Facebook (sim eu tenho um).

No Natal (ainda estou levantando o mês de Dezembro, mas está bem mais complicado do que parece) eu tive um total de 17 posts falando de religião. 11 eram posts religiosos (cristãos ou não) e 6 eram ateus.

Dos 11 posts religiosos, 10 eram mensagens positivas comemorando o natal, o nascimento de Cristo, o aniversário de Hórus e coisas do gênero. Apenas um era criticando outro credo (por sinal, os ateus). OK, tinham 3 posts que tinham informações erradas, mas ainda que visassem provocar os cristãos, ele não tinha nenhuma ofensa gratuita.

Já dos 6 posts ateus, 3 eram criticando ou ofendendo uma crença diferente da deles. Metade.

Eu não sei vocês, mas para mim uma diferença de 50% para menos de 10% é considerável. E pelo que eu levantei até agora de Dezembro a diferença proporcional, ao invés de diminuir, está aumentando.

Algum tempo atrás um ateu conhecido meu perguntou porque os religiosos se ofendiam quando um ateu dizia que Deus não existe, mas um ateu não podia se ofender quando um religioso dizia que Deus existe. Eu respondi que é porque um ateu nunca consegue só dizer que não acredita em Deus, ele tem necessidade de chamar o religioso de idiota, enquanto que o religioso, na média, apenas se declara crente e não ofende ninguém.

Esse meu amigo não acreditou. Talvez eu devesse mostrar esse estudo a ele, talvez o fato concreto faça ele repensar algumas atitudes.

Mas, pensando bem, acho que não adianta. Citando um ateu:

"You can't convince a believer of anything; for their belief is not based on evidence, it's based on a deep seated need to believe" - Carl Sagan

E como eu disse anteriormente em outro post, o ateu é um crente, e a necessidade que um ateu tem de acreditar que está certo (o que nada mais é do que o orgulho falando) torna discutir com eles um esforço, na maior parte do tempo, inútil.

See ya!

Dec 17, 2012

Judas Priest - Painkiller



Faster than a bullet
Terrifying scream
Enraged and full of anger
He's half man and half machine

Rides the metal monster
Breathing smoke and fire
Closing in with vengeance soaring high

He is the Painkiller
This is the Painkiller

Planets devastated
Mankind's on it's knees
A saviour comes from out the skies
In answer to their pleas

Through boiling clouds of thunder
Blasting bolts of steel
Evils going under deadly wheels

He is the Painkiller
This is the Painkiller

Faster than a lazer bullet
Louder than an atom bomb

Chromium plated boiling metal
Brighter than a thousand suns

Flying high on rapture
Stronger free and brave
Nevermore encaptured
They've been brought back from the grave

With mankind ressurrected
Forever to survive
Returns from Armageddon to the skies

He is the Painkiller
This is the Painkiller

Wings of steel Painkiller
Deadly wheels Painkiller

Discussion, not a trivial matter

Olás;

Bom, eventos recentes no trabalho e na vida pessoal me fez notar uma coisa interessante: as pessoas não sabem mais discutir.

Explico: o antigo hábito de argumentar e contra-argumentar, visando chegar num consenso é uma arte perdida. Hoje em dias as pessoas querem apenas "ganhar" a discussão, querem apenas poder dizer que estão certas e os outros errados.

Sim, infantil assim.E eu acabei notando que tem duas coisas que acontecem frequentemente em discussões hoje em dia.

A primeira é a pessoa ignorar o argumento e se prender a um detalhe, como se isso invalidasse o mesmo. Exemplo: eu argumento que homens no geral tem massa muscular mais desenvolvida que as mulheres, e cito como exemplo o Arnold Schwarzenneger nos áureos tempos dele como um exemplo de um cara muito maior do que as mulheres que eu conheço. Aí o cara vai e me fala que conhece uma mulher maior do que o Arnold, adiciona uma gracinha e ou deixa por isso ou muda de assunto.

OK, e isso fez o que com o argumento? Eu respondo: nada. Mas se eu viro e digo que, como manda a dialética, se o argumento não foi refutado eu não apresento um novo, o grosso sou eu.

O outro é a pessoa apresentar N estudos dizendo que está certo, mas não ser capaz de aceitar nenhum estudo que o contradiga, mesmo quando o estudo vem da mesma fonte que os dele. E o mais legal é que ele fica dizendo "Ah, não dá para acreditar nesses estudos porque eles manipulam os resultados para mostrar o que querem".

Aham, como se QUALQUER estudo publicado no mundo não fosse minimamente tendencioso.

No final, acabei seguindo sempre uma receita de um grande amigo meu para esse tipo de situação, e a compartilho aqui com vocês:

1. Verifique se existe de verdade a possibilidade do seu interlocutor ser capaz de manter uma discussão séria sem transformá-la num confronto, independentemente dele ser seu amigo ou ser um cara legal. Isso por si só já te tira da maioria das discussões.

2. Isso feito, pegue lápis e papel. Escreva 5 nomes das pessoas do seu círculo de relacionamentos, na ordem que considerar mais representativa para o grupo.

3. Agora escreva mais 5 nomes de pessoas do seu círculo de relacionamentos com quem você já trocou argumentos, na ordem que considerar mais representativa para este novo grupo (sim, pode repetir ou complementar a lista anterior).

4. Finalmente, escreva 5 nomes de pessoas que você verdadeiramente respeita, cujos conselhos você procura e/ou estaria disposto a ouvir.

5. Veja se o nome do seu interlocutor aparece em qualquer uma das listas. Mais importante, veja se qualquer nome da lista do item 4 aparece em qualquer uma das  duas anteriores.

Acho que vocês já sabem onde eu quero chegar.

See ya!